sexta-feira, 4 de novembro de 2016

11:11


O último post que aqui fiz foi há pouco mais de dois anos. O quê, dois anos? Como passa tanto tempo sem deixar aqui a minha marca?

Hoje, uma das minhas amigas do peito comentou comigo, acerca da reabertura do blog, "Tens visto 11:11 a toda a hora. É um sinal." Já passei por demasiado, principalmente nestes últimos dois anos, para acreditar apenas em coincidências.

Estou de volta - boa filha à casa torna - e posso dizer, mais eu que nunca.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Desaparecida em combate.

Estou viva! Mesmo. Sou eu que aqui estou. No fim da segunda semana de um novo desafio profissional, não podia estar mais satisfeita. Sinto que tomei a decisão e passos certos para o meu futuro. Sinto-me realizada, ao fim do dia. Sinto-me útil.

Só quem passou por uma situação de desemprego é que sabe como custa. Estive desempregada dois meses e meio, o que na conjuntura actual, é muito bom. Custou-me horrores (não só pelo desemprego, mas isso são outras histórias). Sentia-me cansada de não fazer nada, despeitada pelas propostas que me faziam. Estou eternamente grata "ao Universo" por me dar esta oportunidade. Oportunidade esta que consegui por mim mesma, sem recurso a cunhas ou conhecimentos. Sinto-me valorizada por isso. Sinto-me bem.

Estou desaparecida em combate mas por um óptimo motivo. Ando a conhecer pessoas novas, diferentes, fantásticas. Estou a habituar-me a viver de outra forma, por mim mesma. Não dependo de ninguém. Tenho os meus pais a 300 kms mas nunca me senti tão próxima deles. Tenho amigos que cá estão. Em pensamento ou ao meu lado - e são os melhores do mundo. Estou viva! Estou livre!

Boa Black Friday ;)

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Caro Sr. Presidente da Câmara,


Tenho tantas coisas boas e bonitas a dizer da sua cidade. Se seguir o meu blog, decerto já reparou no meu fascínio por esta terra que já por duas vezes me acolheu tão bem. Quem me conhece sabe que sou um pouco sindicalista, mas nos últimos tempos tenho andado sempre com um sorriso na cara para afastar as más energias.

No entanto, existe uma coisa nesta cidade que me perturba, e já o sinto há anos. Ora eu sou da opinião que quando uma coisa existe, tem que ser bem feita e bem estruturada. Desculpe-me a expressão mas, a STCP não presta. E já que gostamos de pontos finais na invicta, a STCP não presta, ponto. Não aponto nada ao Metro, não aponto nada aos privados, como a Resende. Funcionam sempre bem e a horas.

Não entendo como se justifica que numa hora em que se prevêem vários autocarros (um a cada dez minutos) só passe um. Não se compreende como é que este autocarro vai apinhado de pessoas que sufocam no calor umas das outras quando lhes é "prometida" uma viagem rápida - say what?

Ora vejamos, de manhã, tenho ido sempre a pé para o trabalho. Demoro cerca de 40 minutos, é um caminho distante (só terei a minha casinha para a semana). Não se compreende como é que nos ditos minutos que faço a pé só passa um autocarro que está marcado para aparecer a cada dez minutos. E mais. De tarde, cansada do dia de trabalho, tenho decidido apanhar sempre o mesmo autocarro. Passa um por hora - e relembro, está marcado para passar a cada dez minutos - e demora mais tempo a chegar ao destino do que se eu fosse a pé.

Eu não acho isto normal. Alguma coisa tem de ser feita. Mais acesso, menos dinheiro em luzes de Natal e mais nos serviços de transporte, eu sei lá. Seja criativo, tenha ideias. Não castigue os habitantes da cidade que tanto amam. Aposto que o Phil Dunphy, o seu célebre doppelgänger, arranjaria uma solução prontamente.

Aqui termino, reforçando que amo esta cidade. Mas não a STCP. A STCP é um grande cocó. Ponto.

Com os meus melhores cumprimentos,

Andorinha Alfacinha

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Andorinha da Invicta


E cá estou. Beijinhos dados, despedidas feitas. Dias de arrumos. Físicos e psicológicos. Voltar para esta cidade não é fácil. Se por um lado aprendi a amá-la, é sempre difícil estar longe da família. As asas que me acolheram há uns meses, quando tudo na minha vida desabou. Não fiquei só, a família não deixou, os amigos não deixaram que me sentisse perdida.

E agora, aqui estou eu, feita guerreira, a rumar contra a corrente para conseguir o meu espaço. Estão a ser dias de uma nova realidade, novas pessoas, novos cheiros e lugares. Dias de sentimentos em conflito. Dias em que me ponho em causa e dias em que me dou um self high five.

Venha o que vier, eu não desisto. Não tenho de provar nada a ninguém senão a mim mesma. Sou forte, adapto-me facilmente, vou conseguir. Uma andorinha na chuva da invicta, mas com um novo sorriso. E só passaram dois dias.

domingo, 16 de novembro de 2014

Daquelas coisas.


Abro parêntesis na minha vida atarefada para falar de um evento mais que importante. Estes dois meninos vão à Comic Con no dia 8. E de repente tudo faz sentido. O Universo quer-me na Invicta para os ver. Obrigada pela generosidade, querido Universo. Não me esquecerei desta!

fangirl mode: on.

sábado, 15 de novembro de 2014

Em modo Zen!


Começar do zero nunca é fácil, mas também é excitante e intrigante. Estou cansadíssima, estou estourada. Passei uma semana de marcações, de procura de casa, de malas por fazer e planos por cumprir.

Foi uma semana de despedidas, as esperadas e as inesperadas. Daquelas pessoas que não se esquecem. Uma semana de comes e bebes, de risos e nervosos miudinhos. Estou cansadíssima e estourada sim, mas com um daqueles cansaços que tão bem sabem. Que existem por um bom motivo.

Provavelmente, nos próximos dias, estarei mais ausente. Esta noite estou em modo Zen, eu mereço. Boa noite, e um brinde aos aventureiros, aos que não desistem e aos novos começos!

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

A arte do Hakuna Matata


Outra das coisas que aprendi em pequena e que só ultimamente pratico é a arte do Hakuna Matata. Quem me conhece sabe que fervo em pouca água, que dou o tilt com qualquer notícia e que qualquer programa de televisão delicodoce me faz soltar um mar de lágrimas.

Quando era mais nova era pessimista de gema. Nos últimos anos cresci muito. Nos últimos meses ainda mais. Agora, considero-me optimista, e tão depressa a tempestade se apodera de mim como se dissipa. Na verdade, passo do 8 ou 80 com uma grande facilidade. Posso estar chorar porque não encontro a casa ideal e um minuto depois fico histérica porque um actor vem à Comic Con - este caso passou-se hoje, claro está.

Parece que finalmente sou mestre na arte do Hakuna Matata. Devemos aprender com os erros do passado, mas atirá-lo para trás das costas dá-nos uma liberdade imensa. Porquê sofrer se temos a escolha de não sofrer? Porquê chorar se podemos sorrir? Por muito má que a vida nos esteja a parecer, nós é que controlamos a forma como lidamos com ela.

Quanto mais dizemos que algo nos corre mal, pior irá correr. É a lei da atracção - isto não são só balelas dignas de best sellers. A verdade é que se encararmos tudo com soluções, em vez de problemas, a vida torna-se muito mais fácil. Odeias o teu trabalho? Procura outro. Pode demorar a chegar, mas irá aparecer. Não gostas de quem te rodeia? Muda de companhias. Está a chover? Não podemos ter sempre sol. Que tal cantar à chuva? :)