terça-feira, 11 de novembro de 2014

Fakers gonna fake, fake, fake.


É um cliché, mas a maior verdade é que os verdadeiros amigos se contam pelos dedos das mãos. A palavra amor não é a única que se tornou banal. O verdadeiro sentido da amizade parece ter-se evaporado.

Todos são considerados amigos - os colegas, os familiares, os mais próximos e os mais distantes, os ex e os actuais, aqueles 300 que temos nas redes sociais. Quantos deles estão lá quando verdadeiramente precisamos? A amizade não pode ser one-sided. Um verdadeiro amigo sabe quando o outro precisa dele.

Desde miúda que tenho tendência a pôr os desejos dos outros à frente dos meus, as suas preocupações à frente das minhas. Muitas vezes ajudei, lutei e dei tudo de mim por alguém, sem esperar nada em troca. Não devemos esperar algo em troca dos outros mas sabemos que, se são nossos amigos, farão o mesmo por nós.

Os últimos meses, alguns dos mais complicados para mim a nível emocional, foram decisivos e abriram-me a pestana. Não pedi nada a ninguém. Não me viram a pedir conforto, companhia e carinho. No entanto, tive tudo isto daquelas pessoas que me querem bem, que são as verdadeiras amigas. Sejam elas amizades recentes ou antigas, estou muito grata por todas elas.

Outras pessoas descartaram-se totalmente da minha vida. Foi um choque para mim. Quando ouvimos um "não te disse nada pois não sabia o que te dizer", estamos a ouvir uma grande balela. Quem gosta de nós, demonstra-o. Se não sabem o que dizer, têm sempre um gesto para demonstrar o seu carinho. Sempre fui ingénua em relação às amizades. Posso ter ficado magoada quando percebi que a palavra amigo não era a mais correcta mas, como tudo na vida tem um lado bom, cresci mais um bocadinho.

domingo, 9 de novembro de 2014

10 Coisas que Adoro na Invicta


E sem ordem de preferência:

A cidade. Em si, é lindíssima. Nada me dá mais prazer que deambular pelas ruas da baixa, de encontro ao desconhecido. Há sempre surpresas boas pelo caminho e edifícios espantosos.

A simpatia. Chamam-me moura, mas com um sorriso trocista. As gentes do norte são muito afectuosas, calorosas e parece que nascem com o dom de bem receber.

A comida. Desde a típica francesinha ao peixe grelhado na praia, só se come bem no Porto. Só aqui é que se consegue pagar tão pouco por tanta qualidade (e quantidade).

A ribeira. É única. As suas cores e gentes, a música pimba às janelas e a vista fabulosa.

A praia. Onde quer que eu esteja, tenho de ter o mar bem perto. A água por vezes é gélida, mas com uma beleza natural inquestionável.

A dimensão. Como menina da capital, acho que tudo na Invicta fica perto. Num instante ponho-me em qualquer lado e, se tiver de ir a pé, não haverá grande problema.

A cultura. Como designer, aprecio uma cidade que dá relevo à arte e cultura. Não faltam exposições, inaugurações, galerias e lojas artísticas.

As vistas. Qualquer miradouro da cidade garante uma vista fabulosa, principalmente com vistas para o rio. O meu novo spot favorito é o Jardim das Virtudes, onde uma princesa me levou em tempos.

O São João. Já fui às festas de todos os santos e mais alguns, por esse país fora. Nenhuma se compara a esta. Recomendo a todos, pelo menos uma vez.

A Ryanair. Agora também já há em Lisboa, mas com menos destinos. Já viajei, pelo Porto, para inúmeras capitais e cidades por esta Europa fora. Algumas, por menos de 50 euros, ida e volta.

Claramente, estou em modo countdown para a minha nova aventura.

sábado, 8 de novembro de 2014

Girl Power

Salvo raras excepções, qualquer rapariga nascida nos finais dos anos 80/inícios de 90 sofreu de uma febre incontrolável: Spice Mania. As Spice Girls não duraram muito tempo, mas a sua estadia foi tão intensa que se tornaram inesquecíveis.

Quem não se lembra das colecções de cromos e de fotos, das cassetes VHS com os videoclips, os CDs branquinhos e as cópias em cassete para ouvir no Walkman? E ainda o desodorizante, os perfumes, as bonecas iguais às originais.

Todas nós tínhamos uma favorita, aquela que "queríamos ser". Imitávamos os seus looks, os seus pentados e jeitos. E, hoje em dia, revemos fotografias desses tempos e rimo-nos das nossas figuras ridículas. (A minha favorita era a Posh, ninguém gostava dela mas eu delirava com as roupas e penteados. Tinha sempre o penteado igual ao dela, inclusive quando fez o seu pixie - eu fiquei horrível).

No curto tempo em que duraram, ensinaram-nos isto: Girl Power. Uma espécie de feminismo rebelde dos anos 90. E não só elas. As séries que víamos na TV, desde a Xena, a princesa guerreira, a Buffy, a caçadora de vampiros, transmitiam uma mensagem poderosa e feminista. Nós somos capazes de tudo, tomamos as nossas próprias decisões, ninguém nos pode controlar.

Seria de esperar que todas nós, que ouvimos essa máxima centenas de vezes, continuássemos a pratica-la. Hoje em dia, penso que é um dos melhores conselhos que os anos 90 nos trouxeram. A vida só faz sentido se for partilhada. Mas, nesta partilha, é muito importante que nos respeitem e dar-mo-nos ao respeito.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Oh, a Ironia.

23 Convincing Reasons "Surprise, Bitch" Is Actually The Best Meme Of 2013

Eu bem digo, quase diariamente, que o Universo é muito matreiro. Às vezes apanhamos uma chapada de luva branca para ver se acordamos. Outras vezes, temos surpresas inesperadas que nos arrepiam até à medula. Há dias em que não cabemos em nós de tão felizes que estamos. E o Universo, este grande matreiro, por vezes "diz": "Ai não queres? Agora vais estudar essa lição até aprenderes".

Alguém se lembra do post de domingo passado? Sim, aquele post. Pois. O Universo achou que o meu post foi tão sentido e tão bonito que decidiu dar-me uma surpresa. Surpresa esta, que inclui contrato de trabalho, estabilidade financeira e a tão desejada liberdade que eu lhe pedia. Mas com uma condição, porque nada é grátis nesta vida. Uma nova experiência, na cidade que não me esqueceu.

Sou fiel às minhas palavras e, há cinco dias atrás escrevi que "não há melhor maneira de encarar os nossos medos do que agarrá-los pelos cornos". Dito e feito. Estou de malas feitas e de partida!

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Uma questão de personalidade!


Há uns tempos, descobri o teste de personalidade Myer Briggs e fiquei absolutamente surpreendida pela resposta. Primeiro, porque achava que este era apenas mais um teste que não devemos levar muito a sério. Em segundo lugar, porque a resposta que me deu é a minha cara.

A minha personalidade é ENFP, o que significa que sou uma pessoa extrovertida, intuitiva, sentimental e perceptiva. Sempre interessada em pessoas, expressiva e cheia de ideias a fervilhar na minha cabeça. Dou muitas oportunidades a quem me magoa, até chegar ao limite. Sempre em busca de aventura, entusiasmando-me com pequenos detalhes do dia a dia. Também tem as suas coisas más, como pôr quase sempre a vontade dos outros à frente das minhas. Confere.

É um teste muito interessante para se fazer, até para nos conhecermos melhor e aos nossos limites. Podem fazer o vosso teste clicando nesta página. E, para saberem mais sobre o tipo de personalidade que vos calhou, visitem esta página. Esta fala da carreira, do amor e da vida de acordo com o vosso resultado. Bom teste!

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Da Partilha.


Gosto de pessoas. Adoro conhecer pessoas novas, de estar e conversar com elas. Já referi anteriormente que ando em busca de trabalho e, sempre que estou numa entrevista, dou por mim a pensar que sou uma fala barato porque estou entusiasmada com os novos conhecimentos que acabei de fazer.

Dou muita importância aos momentos que estou a sós, comigo mesma e com os meus pensamentos. Apesar disto, sinto que estou no meu expoente máximo quando estou acompanhada. Adoro partilhar um momento com alguém, seja essa pessoa querida por mim ou um autêntico desconhecido. Ao fim ao cabo, as nossas memórias são grande parte de nós. E as que vou guardando com carinho são as de momentos de partilha, de cumplicidade, de companhia, de gargalhadas e mesmo momentos mais tristes. Tirem-me tudo, mas não o contacto com os outros.

Tenho me sentido sozinha ultimamente. Passei de dias rodeada de dezenas de pessoas a momentos que passo apenas comigo e com a minha consciência. Sei que preciso destes momentos e é com eles que cresço e aprendo a seguir em frente. Mas aquele prazer, aquela adrenalina, aquele entusiasmo que por vezes sinto é apenas vivido em partilha. Aconteça ela pessoalmente ou através da escrita.

Adoro pessoas e tenho adorado partilhar os meus momentos convosco.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Tinta


Durante anos sonhei fazer uma tatuagem. Sabia que a queria, mas não o que queria fazer. Apesar de ser uma pessoa de certa forma impulsiva, não queria algo sem significado. Por isto mesmo passei anos e anos a magicar o que tatuaria na minha pele. Só sabia o local onde queria - no pulso.

No início deste ano soube finalmente o que gostava de tatuar. Deixei a sua imagem no meu ambiente de trabalho - podia-me dar a loucura do momento e fazê-la sem pré-aviso. Esse dia surgiu em Março. Aproveitando a boleia de uma amiga que também ia fazer uma, tomei a decisão de a fazer, praticamente sem pré-aviso.

Não me arrependo, nem um bocadinho. Não me arrependo de ter desiludido a minha mãe, que poucos dias depois esqueceu o assunto. Não me arrependo de ter feito uma marca para a vida no meu pulso. Não me arrependo de a ter feito só para mim, virada para mim, com a mensagem que acabaria por ler diariamente desde então.

Hoje, meses mais tarde, continuo a sorrir cada vez que a vejo. Escrevi esta mensagem para mim numa altura da minha vida em que tudo me corria bem. Por vezes, sinto que lá no fundo saberia que iria precisar de a ler todos os dias num futuro próximo. Se me sinto triste, olho para o pulso e sorrio.