Sou uma pessoa muito curiosa em relação à espiritualidade. Não creio em nenhum deus específico nem sigo uma religião. Gosto de beber daqui e dali e de tirar as minhas conclusões. Nos últimos anos comecei a interessar-me mais e mais pelos mapas astrais, pelos estudos do ser que se formam quando nascemos. Interessam-me porque tudo o que li e me disseram bate mesmo certo com o que sou e me aconteceu durante a vida.
Por estar bastante atenta a este mundo, reparei que neste meio repleto de retiros espirituais, astrologia e energia, meditação e yoga, encontramos três tipos de pessoas:
Os curiosos, como eu, que gostam de filtrar toda a informação (filtrar, e não absorver), chegando às suas próprias conclusões.
Os
zen, que conhecem-se bem, sabem o seu lugar na terra (não sei como, mas chegaram lá) e vivem felizes e em paz com o mundo e com os outros.
Por fim, talvez o grupo com maior número de pessoas. Este é feito daqueles que vivem dos retiros, dos ensinamentos, do
tarot e da astrologia mas que, estranhamente, só encontram neles a felicidade instantânea.
Posso garantir que, de toda as pessoas que conheci durante a minha vida, algumas das mais tristes, infelizes e de mal com o mundo são as pessoas que mais fazem retiros espirituais, mais meditam, mais consultam os astros. Não faz sentido, mas é o que vejo à minha volta. Irónico, não?
Haverá uma correlação entre a busca incessante por respostas e a infelicidade? Não sei. Se calhar, as pessoas mais felizes são as que não procuram respostas, pois elas acabarão por chegar quando menos esperam.