quinta-feira, 23 de outubro de 2014

A última Coca Cola.


Tenho andado a reparar que alguns homens que me rodeiam, e também às minhas amigas, andam inchados como pavões e fazem questão de se vangloriarem de vários feitos, em nada extraordinários.

Ora se acham no direito de mandar abaixo, ou de controlar, ou mesmo de confessar que as trairiam num piscar de olhos se assim o quisessem, por isso "elas que sejam muito dóceis e delicadas senão ainda levam com um par de cornos em cima". Conselho meu - não sejam, por este tipo de homens, serão encornadas na mesma.

Meus queridos, tal como nós não somos as únicas para vocês, vocês também não são a última coca cola do deserto. É que nem perto disso. Porque para sermos achincalhadas, há muito homem por aí que pode fazer esse serviço. E se calhar, bem mais jeitosos que vocês. Já chega de controlo.

E às minhas amigas e a mim, só dou um conselho - arranjem maneira de serem felizes sozinhas. Porque homens, há muitos. Um dia, algum há de servir de vossa tampa. E se essa tampa não chegar, mais vale deixar a caixa aberta a todas as possibilidades.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

OMG mais um quizz


Lamento desapontar alguém mas os divertidos quizzes do Facebook e da Zimbio que fazemos nos nossos tempos livres não são substitutos de testes científicos de personalidade. Apesar de quase toda a gente saber disto, há sempre aquela pessoa que se agarra ao resultado de um destes testes como se a sua vida dependesse disso. Sim, essas pessoas existem, e chegam a comentar, em voz alta, "eu não faria isso, porque sou a Branca de Neve".

Não, não és uma pessoa aventureira porque és a princesa Pocahontas. O teu país é França? Ahhh deves ser uma pessoa altamente culta e interessante....not. Não és uma pessoa profunda porque saíste de um conto da Jane Austen. Provavelmente, a Jennifer Lawrence nunca sairia contigo, apesar do resultado dizer que vocês são BFF.

Please, don't take life too seriously. Já basta o resto!

terça-feira, 21 de outubro de 2014

O Tinder.



Com várias pessoas conhecidas a marcar pontos no Tinder, e como não devo nada a ninguém, entrei neste mundo novo à experiência. Longe de querer procurar um companheiro numa aplicação baseada em futilidades, pensei "porque não? é que eu gosto mesmo de conhecer pessoas novas".

Bem, se querem conhecer pessoas, não entrem no Tinder. Se querem conhecer pessoas, saiam à rua, visitem um museu, metam conversa no café. Porque se a vida imita a má televisão, o Tinder é equivalente a uma saída à noite com o elenco do Geordie Shore.

No início, é um exercício fantástico para o ego. O rapaz é giro e tem uma descrição engraçada (com um link para o instagram ainda melhor). Deu match! OMG, sou mesmo gira. E agora, o que lhe digo? Normalmente, ele mete conversa primeiro, mas parece tudo tão forçado que mete dó. Lembram-se das conversas do mirc? Pois. Se conseguirem ter uma conversa interessante com um match, não hesitem! Eles são raros!

Resumindo, a minha experiência de um mês e tal de aplicação diz-me que:
  • 80% dos utilizadores são pintas com fotos a mostrar o six pack ou na praia (big NO NO).
  • 15% podem ter quarenta likes em comum contigo, mas dão te vontade de fugir a sete pés. Pode parcer fútil da minha parte mas, numa app em que as pessoas são avaliadas pela sua carinha laroca, tem de haver o mínimo de atracão física.
  • 5% parecem perfeitamente normais... são os piores. A cinco minutos da conversa sobre a sua última viagem ao Cambodja, já está a pedir para dormir contigo. Really.
  • destes, só 0,001% consegue manter uma conversa minimamente interessante contigo que não leve ao "vamo-nos divertir esta noite?" ou ao "mas sabes que o Tinder é mesmo para isso, não sabes?".
Resta-me reflectir que aquilo não tem nada a ver comigo e espero que nem todos os homens disponíveis deste Mundo estejam ali metidos. É que para isso, prefiro o celibato. No entanto, se quiserem rir um bocado, a instalação é grátis e os risos são garantidos.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Do ir ou não ir.


Quem me conhece sabe que fico sempre um pouco triste quando alguém da minha geração sai do país e tenta a sua sorte lá fora. Em busca de uma oportunidade melhor e do reconhecimento, um a um, os jovens deste país saem para possivelmente não voltarem.

Fico triste porque o país fica mais pobre. Porque precisamos destes jovens. Porque o país não os respeita como eles merecem. Se todos saírem, que será do nosso país?

Tenho licenciatura e mestrado, tenho experiência. Sinto que ninguém me quer e ninguém me respeita. Na minha área, só se arranja trabalho por cunhas e, quando se arranja, é-se explorado até perdermos a vontade de trabalhar.

Já me ofereceram 600 euros por cerca de 60 horas semanais. Além disto ser um insulto a qualquer pessoa (e de ser super ilegal), só posso concluir que há quem aceite este tipo de trabalho. Onde está o respeito? Onde está o bom senso? E a compaixão?

Será que todos os que foram é que têm razão? Temo que sim. De que vale lutar por um país que não nos quer?

domingo, 19 de outubro de 2014

Trash TV



Em tempos, o Woody Allen mencionou que a vida imita a má televisão. Confirmo, em primeira pessoa, que esta é a mais pura das verdades, tendo em conta que os meus últimos meses parecem saídos de um mau episódio de Sex and the City.

Dizem que vivemos num país de grunhos, que se alimentam de reality shows onde vemos as vidas de outros que conseguem ser ainda piores. Que só quem não tem nada na cabeça é que alimenta este tipo de entretenimento televisivo. A verdade é que eu, licenciada e mestre, tenho retirado um grande conforto do lixo televisivo.

Se a nossa vida imita a má televisão, felizmente isto só acontece em momentos chave da nossa vida. Felizmente, não estamos rodeados de stress a cada segundo, não moramos numa casa com gente que não nos diz nada, e dificilmente levaremos com um detergente na cabeça só porque mandamos uma boca foleira.

Sim, eu vejo trash TV porque me abstrai dos meus problemas, faz-me sentir entretida e menos sozinha, faz-me esquecer o passado, nem que seja por meia hora diária. Todos nós temos os nossos métodos para esquecer. O meu pode ser bem parolo, mas que me faz rir às gargalhadas, faz. E lá no fundo, bem no fundo, ainda aprendemos algumas coisas com eles.

sábado, 18 de outubro de 2014

#VocêsSabemLá



Adoro o meu clube. Sou bairrista, sou uma menina de Alvalade e este é o clube do meu bairro. A minha família torce por ele. O leão é um ícone para mim, um símbolo de força, coragem e dedicação. O verde é a minha cor. Sou sportinguista e foi esta a escolha que fiz quando comecei a gostar de futebol.

#VocêsSabemLá é o novo hashtag associado a este meu clube do coração. O clube (ou a equipa de marketing por detrás dele) quer que nós aficionados demos a conhecer ao mundo o que nos difere de todos os outros que não escolheram pertencer a esta família.

Não sendo melhores nem piores que os outros, senti na pele o que era ser de um clube diferente da norma quando me mudei para a Invicta. Lá vivi quase cinco anos e cruzei-me com poucos sportinguistas. E como se não me bastasse o rótulo de moura, os ânimos descambavam ainda mais por saberem que não era benfiquista (sim, há imensos portuenses apoiantes deste clube lisboeta. Curiosamente, alguns deles cismam em dizer que odeiam a cidade de Lisboa). 

Tudo o que é exagero é escusado. Ainda assim, senti uma pontinha de orgulho (ok, gigante) por vencer na terra onde era vista como um alien devido às minhas escolhas clubísticas. #VocêsSabemLá a pica que me dá.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Self-Love.




Sou uma eterna romântica. Claro está, que a culpa é da Disney e dos filmes que papei toda a minha infância. Acredito no amor, na amizade e ligações eternas. Seria incapaz de estar com uma pessoa sem a amar verdadeiramente e, se não gosto de uma pessoa, não consigo disfarçar o meu desinteresse.

De vez em quando, o Universo dá me um abanão como se me quisesse dizer que estou errada, que as pessoas não estão para aí viradas, que nada é eterno e que os meus pensamentos e desejos não são mais que utópicos.

Sei que já fiz tudo por amor e, ainda assim, o tudo não chegou. Podia desistir de acreditar, mas entretanto, como eterna optimista, vou-me amar a mim mesma como se não houvesse amanhã.