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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Pequenos Prazeres


Se há algo que aprendi nos últimos 30 anos, é isto. Não são as viagens, as casas, os jantares caros, as prendas de valor elevado, um cargo importante, as festas "fancy".
É o sorriso de uma criança quando lhe cantas uma canção. É brincar com um animal de estimação. É beber um copo de vinho enquanto chove lá fora. É estares rodeado de pessoas que te fazem sentir em casa. É cozinhar para alguém muito querido.
São os breves momentos, quase imperceptíveis, os mais importantes das nossas vidas. If only everyone knew 🍀

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

"As pessoas não mudam, revelam-se"


Estamos na recta final de 2016. Um ano horrível a nível mundial, marcado por diversas tragédias e várias baixas a nível cultural. Pessoalmente, foi um ano de conquistas. Um ano de perdas. Sobretudo, um ano enriquecedor a todos os níveis, mais dos que poderia imaginar. 

A minha amiga M. soltou um As pessoas não mudam, revelam-se no meio de uma jantarada num dos três maravilhosos dias em que celebrámos a minha chega aos 30. É verdade que o que somos, no nosso eu mais íntimo, não muda. Está tudo cá dentro, prontinho para sair, à espera do trigger ideal. 

Aqui estão 5 das coisas que em mim se revelaram neste ano em que completei os meus 30 anos de idade:

1. Tornei-me pesco vegetariana. Na verdade, sou o que chamam de flexitariana, pois como carne quando não tenho alternativa. Sim, não sou daquelas pessoas chatas que obriga os outros a mudarem de planos só porque o restaurante não serve tofu. Faço-o pelo ambiente, pelos animais e, obviamente, por mim e pela minha saúde. 

2. Não gosto de lutinhas de poder, de manipulações traiçoeiras, de jogos pela calada. Aceito tudo isto, de bom grado aliás, em séries e filmes. As coisas são como são e devem ser chamadas pelos nomes. Se dantes tolerava estas situações, hoje sou a primeira a afastar-me. Not playing this game.

3. Se dantes era uma geek camuflada, agora sou uma geek in your face. Incomoda-te a minha t-shirt dos pequenos póneis ou as minhas luvas dos Slytherin? Ai é infantil acordar para ver o Dragon Ball todos os sábados? Look at me giving a flying fuck about your opinions.

4. Se já era uma cat fan, agora sou, sem sombra de dúvida, uma crazy cat lady assumidíssima. A minha casa é, claramente, a casa onde habita um gato que, por acaso, tem lá uma pessoa a viver com ele (eu). O meu T. é uma alegria na minha vida!

5. Este ano fiz mais de 30 mapas astrais a amigos, familiares e até desconhecidos. Todos parecem estar satisfeitos com o resultado. Se me encontrei espiritualmente? Parece que sim. Mas isso será assunto para outro post.

Curiosamente, nunca me senti tão bem comigo mesma durante os meus vinte anos, como me sinto agora. Poderia comparar alguns dos meus momentos actuais, aos meus momentos felizes de infância, em que tudo é possível no futuro. Desejo que todas as pessoas que fizeram deste meu ano um dos anos da minha vida estejam comigo nos anos vindouros. A família, os amigos, os animais e os bebés, que todos os dias enchem a minha vida de cor, apesar do mundo cinzento lá fora. 

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Pegada Ecológica



Hoje, no rescaldo das eleições norte-americanas, não vou falar de ódio nem de diferenças. Vou falar sim na verdadeira vítima deste resultado eleitoral.

Só temos um planeta. Até ver, é a nossa única casa e devemos respeitar e amar o solo que pisamos. Se há algo que estas eleições provaram, é que o mundo pode mudar num segundo.

Há cerca de cinco anos, aderi às segundas-feiras vegetarianas. Afinal de contas, o que custava um dia por semana sem comer carne? Foi fácil para mim cair nesta rotina, embora viver com um membro do sexo masculino tenha sido um entrave neste campo - já agora, porque é que há homens que acham que comer carne é sinónimo de virilidade?

Este ano, ainda na Primavera, uma amiga querida fez-me uma recomendação que mudou a minha vida. Ainda hoje estou-te grata C., e o mundo também. Assisti ao documentário Cowspiracy numa tarde de Domingo. Tomei a decisão de não voltar a comprar carne num segundo. E cumpri.

Não imagino que um ser humano instruído e de boa índole consiga ver este documentário e continuar a contribuir para a morte do nosso planeta. Give it a try, please. A ver também: Earthlings e Before the Flood.

Estou há 8 meses sem comprar carne. A minha pegada ecológica reduziu a olhos vistos. Se comi carne desde aí? Sim, comi algumas vezes. Nunca em casa. Sempre que comi carne, dei graças por ela e dou-lhe valor. Não deixei ainda de comer carne por completo porque não vivo num mundo utópico e não obrigo a minha família a mudar os seus hábitos. Na minha casa, mando eu... Em visita, já se sabe. Em Roma, sê romano (principalmente em visita a avós alentejanos!). Hei-de lá chegar.

Pequenos gestos podem mudar o mundo. Eu decidi, num segundo apenas, mudar o meu. Porque não, o aquecimento global não é ficção. E o planeta que temos é só este.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

11:11


O último post que aqui fiz foi há pouco mais de dois anos. O quê, dois anos? Como passa tanto tempo sem deixar aqui a minha marca?

Hoje, uma das minhas amigas do peito comentou comigo, acerca da reabertura do blog, "Tens visto 11:11 a toda a hora. É um sinal." Já passei por demasiado, principalmente nestes últimos dois anos, para acreditar apenas em coincidências.

Estou de volta - boa filha à casa torna - e posso dizer, mais eu que nunca.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Desaparecida em combate.

Estou viva! Mesmo. Sou eu que aqui estou. No fim da segunda semana de um novo desafio profissional, não podia estar mais satisfeita. Sinto que tomei a decisão e passos certos para o meu futuro. Sinto-me realizada, ao fim do dia. Sinto-me útil.

Só quem passou por uma situação de desemprego é que sabe como custa. Estive desempregada dois meses e meio, o que na conjuntura actual, é muito bom. Custou-me horrores (não só pelo desemprego, mas isso são outras histórias). Sentia-me cansada de não fazer nada, despeitada pelas propostas que me faziam. Estou eternamente grata "ao Universo" por me dar esta oportunidade. Oportunidade esta que consegui por mim mesma, sem recurso a cunhas ou conhecimentos. Sinto-me valorizada por isso. Sinto-me bem.

Estou desaparecida em combate mas por um óptimo motivo. Ando a conhecer pessoas novas, diferentes, fantásticas. Estou a habituar-me a viver de outra forma, por mim mesma. Não dependo de ninguém. Tenho os meus pais a 300 kms mas nunca me senti tão próxima deles. Tenho amigos que cá estão. Em pensamento ou ao meu lado - e são os melhores do mundo. Estou viva! Estou livre!

Boa Black Friday ;)

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Andorinha da Invicta


E cá estou. Beijinhos dados, despedidas feitas. Dias de arrumos. Físicos e psicológicos. Voltar para esta cidade não é fácil. Se por um lado aprendi a amá-la, é sempre difícil estar longe da família. As asas que me acolheram há uns meses, quando tudo na minha vida desabou. Não fiquei só, a família não deixou, os amigos não deixaram que me sentisse perdida.

E agora, aqui estou eu, feita guerreira, a rumar contra a corrente para conseguir o meu espaço. Estão a ser dias de uma nova realidade, novas pessoas, novos cheiros e lugares. Dias de sentimentos em conflito. Dias em que me ponho em causa e dias em que me dou um self high five.

Venha o que vier, eu não desisto. Não tenho de provar nada a ninguém senão a mim mesma. Sou forte, adapto-me facilmente, vou conseguir. Uma andorinha na chuva da invicta, mas com um novo sorriso. E só passaram dois dias.

sábado, 15 de novembro de 2014

Em modo Zen!


Começar do zero nunca é fácil, mas também é excitante e intrigante. Estou cansadíssima, estou estourada. Passei uma semana de marcações, de procura de casa, de malas por fazer e planos por cumprir.

Foi uma semana de despedidas, as esperadas e as inesperadas. Daquelas pessoas que não se esquecem. Uma semana de comes e bebes, de risos e nervosos miudinhos. Estou cansadíssima e estourada sim, mas com um daqueles cansaços que tão bem sabem. Que existem por um bom motivo.

Provavelmente, nos próximos dias, estarei mais ausente. Esta noite estou em modo Zen, eu mereço. Boa noite, e um brinde aos aventureiros, aos que não desistem e aos novos começos!

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

A arte do Hakuna Matata


Outra das coisas que aprendi em pequena e que só ultimamente pratico é a arte do Hakuna Matata. Quem me conhece sabe que fervo em pouca água, que dou o tilt com qualquer notícia e que qualquer programa de televisão delicodoce me faz soltar um mar de lágrimas.

Quando era mais nova era pessimista de gema. Nos últimos anos cresci muito. Nos últimos meses ainda mais. Agora, considero-me optimista, e tão depressa a tempestade se apodera de mim como se dissipa. Na verdade, passo do 8 ou 80 com uma grande facilidade. Posso estar chorar porque não encontro a casa ideal e um minuto depois fico histérica porque um actor vem à Comic Con - este caso passou-se hoje, claro está.

Parece que finalmente sou mestre na arte do Hakuna Matata. Devemos aprender com os erros do passado, mas atirá-lo para trás das costas dá-nos uma liberdade imensa. Porquê sofrer se temos a escolha de não sofrer? Porquê chorar se podemos sorrir? Por muito má que a vida nos esteja a parecer, nós é que controlamos a forma como lidamos com ela.

Quanto mais dizemos que algo nos corre mal, pior irá correr. É a lei da atracção - isto não são só balelas dignas de best sellers. A verdade é que se encararmos tudo com soluções, em vez de problemas, a vida torna-se muito mais fácil. Odeias o teu trabalho? Procura outro. Pode demorar a chegar, mas irá aparecer. Não gostas de quem te rodeia? Muda de companhias. Está a chover? Não podemos ter sempre sol. Que tal cantar à chuva? :)

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Fakers gonna fake, fake, fake.


É um cliché, mas a maior verdade é que os verdadeiros amigos se contam pelos dedos das mãos. A palavra amor não é a única que se tornou banal. O verdadeiro sentido da amizade parece ter-se evaporado.

Todos são considerados amigos - os colegas, os familiares, os mais próximos e os mais distantes, os ex e os actuais, aqueles 300 que temos nas redes sociais. Quantos deles estão lá quando verdadeiramente precisamos? A amizade não pode ser one-sided. Um verdadeiro amigo sabe quando o outro precisa dele.

Desde miúda que tenho tendência a pôr os desejos dos outros à frente dos meus, as suas preocupações à frente das minhas. Muitas vezes ajudei, lutei e dei tudo de mim por alguém, sem esperar nada em troca. Não devemos esperar algo em troca dos outros mas sabemos que, se são nossos amigos, farão o mesmo por nós.

Os últimos meses, alguns dos mais complicados para mim a nível emocional, foram decisivos e abriram-me a pestana. Não pedi nada a ninguém. Não me viram a pedir conforto, companhia e carinho. No entanto, tive tudo isto daquelas pessoas que me querem bem, que são as verdadeiras amigas. Sejam elas amizades recentes ou antigas, estou muito grata por todas elas.

Outras pessoas descartaram-se totalmente da minha vida. Foi um choque para mim. Quando ouvimos um "não te disse nada pois não sabia o que te dizer", estamos a ouvir uma grande balela. Quem gosta de nós, demonstra-o. Se não sabem o que dizer, têm sempre um gesto para demonstrar o seu carinho. Sempre fui ingénua em relação às amizades. Posso ter ficado magoada quando percebi que a palavra amigo não era a mais correcta mas, como tudo na vida tem um lado bom, cresci mais um bocadinho.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Oh, a Ironia.

23 Convincing Reasons "Surprise, Bitch" Is Actually The Best Meme Of 2013

Eu bem digo, quase diariamente, que o Universo é muito matreiro. Às vezes apanhamos uma chapada de luva branca para ver se acordamos. Outras vezes, temos surpresas inesperadas que nos arrepiam até à medula. Há dias em que não cabemos em nós de tão felizes que estamos. E o Universo, este grande matreiro, por vezes "diz": "Ai não queres? Agora vais estudar essa lição até aprenderes".

Alguém se lembra do post de domingo passado? Sim, aquele post. Pois. O Universo achou que o meu post foi tão sentido e tão bonito que decidiu dar-me uma surpresa. Surpresa esta, que inclui contrato de trabalho, estabilidade financeira e a tão desejada liberdade que eu lhe pedia. Mas com uma condição, porque nada é grátis nesta vida. Uma nova experiência, na cidade que não me esqueceu.

Sou fiel às minhas palavras e, há cinco dias atrás escrevi que "não há melhor maneira de encarar os nossos medos do que agarrá-los pelos cornos". Dito e feito. Estou de malas feitas e de partida!

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Uma questão de personalidade!


Há uns tempos, descobri o teste de personalidade Myer Briggs e fiquei absolutamente surpreendida pela resposta. Primeiro, porque achava que este era apenas mais um teste que não devemos levar muito a sério. Em segundo lugar, porque a resposta que me deu é a minha cara.

A minha personalidade é ENFP, o que significa que sou uma pessoa extrovertida, intuitiva, sentimental e perceptiva. Sempre interessada em pessoas, expressiva e cheia de ideias a fervilhar na minha cabeça. Dou muitas oportunidades a quem me magoa, até chegar ao limite. Sempre em busca de aventura, entusiasmando-me com pequenos detalhes do dia a dia. Também tem as suas coisas más, como pôr quase sempre a vontade dos outros à frente das minhas. Confere.

É um teste muito interessante para se fazer, até para nos conhecermos melhor e aos nossos limites. Podem fazer o vosso teste clicando nesta página. E, para saberem mais sobre o tipo de personalidade que vos calhou, visitem esta página. Esta fala da carreira, do amor e da vida de acordo com o vosso resultado. Bom teste!

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Da Partilha.


Gosto de pessoas. Adoro conhecer pessoas novas, de estar e conversar com elas. Já referi anteriormente que ando em busca de trabalho e, sempre que estou numa entrevista, dou por mim a pensar que sou uma fala barato porque estou entusiasmada com os novos conhecimentos que acabei de fazer.

Dou muita importância aos momentos que estou a sós, comigo mesma e com os meus pensamentos. Apesar disto, sinto que estou no meu expoente máximo quando estou acompanhada. Adoro partilhar um momento com alguém, seja essa pessoa querida por mim ou um autêntico desconhecido. Ao fim ao cabo, as nossas memórias são grande parte de nós. E as que vou guardando com carinho são as de momentos de partilha, de cumplicidade, de companhia, de gargalhadas e mesmo momentos mais tristes. Tirem-me tudo, mas não o contacto com os outros.

Tenho me sentido sozinha ultimamente. Passei de dias rodeada de dezenas de pessoas a momentos que passo apenas comigo e com a minha consciência. Sei que preciso destes momentos e é com eles que cresço e aprendo a seguir em frente. Mas aquele prazer, aquela adrenalina, aquele entusiasmo que por vezes sinto é apenas vivido em partilha. Aconteça ela pessoalmente ou através da escrita.

Adoro pessoas e tenho adorado partilhar os meus momentos convosco.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Tinta


Durante anos sonhei fazer uma tatuagem. Sabia que a queria, mas não o que queria fazer. Apesar de ser uma pessoa de certa forma impulsiva, não queria algo sem significado. Por isto mesmo passei anos e anos a magicar o que tatuaria na minha pele. Só sabia o local onde queria - no pulso.

No início deste ano soube finalmente o que gostava de tatuar. Deixei a sua imagem no meu ambiente de trabalho - podia-me dar a loucura do momento e fazê-la sem pré-aviso. Esse dia surgiu em Março. Aproveitando a boleia de uma amiga que também ia fazer uma, tomei a decisão de a fazer, praticamente sem pré-aviso.

Não me arrependo, nem um bocadinho. Não me arrependo de ter desiludido a minha mãe, que poucos dias depois esqueceu o assunto. Não me arrependo de ter feito uma marca para a vida no meu pulso. Não me arrependo de a ter feito só para mim, virada para mim, com a mensagem que acabaria por ler diariamente desde então.

Hoje, meses mais tarde, continuo a sorrir cada vez que a vejo. Escrevi esta mensagem para mim numa altura da minha vida em que tudo me corria bem. Por vezes, sinto que lá no fundo saberia que iria precisar de a ler todos os dias num futuro próximo. Se me sinto triste, olho para o pulso e sorrio.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Vade Retro


A quantidade de pessoas que me sugam a energia é demasiado elevada. Os vampiros não são seres imaginários, eles estão por aí, em cada bairro, em cada esquina. Vão sempre sugar a nossa energia positiva, directa ou indirectamente. Por vezes, basta ler o nome delas.

O segredo está na nossa capacidade em gerir as nossas emoções quando nos deparamos com uma destas pessoas. Se alguém souber, que me diga. Baby steps, baby steps.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Gratidão.


Nos momentos mais complicados da nossa vida, temos sempre tendência em agarrarmo-nos às coisas difíceis. Ao que nos fez chegar aqui. E, principalmente, aos porquês. Porquê eu? O que fiz para merecer isto? O que podia ter feito para que isto não tivesse acontecido?

É muito importante tentar (e friso tentar, porque é algo trabalhoso) focar toda a nossa atenção nas coisas boas. É impossível ser tudo mau. Há que sentir gratidão por algo na nossa vida e é a isso que nos devemos agarrar.

Como diz a nossa amiga, posso não ter nada, mas sinto que tenho tudo. Vivo numa das capitais mais lindas deste mundo. Estamos em finais Outubro e ando de vestido de verão, a comer gelados, ao sol. Tenho amigos. Dos antigos, dos novos. São poucos, mas os que o são, são sempre. Sinto-me grata por, apesar de tudo, sentir capacidade de amar. Sinto gratidão por saber que, um dia, vai ficar tudo bem.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Descartabilidade das coisas.

É tudo descartável. Os objectos que nos rodeiam são descartáveis. Os móveis são descartáveis. Nas empresas, qualquer trabalhador é substituível e descartável. O talento é desperdiçado. Os canudos já não interessam. Os amigos descartam-se quando não precisam uns dos outros. Se o amor dá muito trabalho, é logo descartado. Os portugueses são descartáveis, coitados.

Só vejo descartanço à minha volta.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

A última Coca Cola.


Tenho andado a reparar que alguns homens que me rodeiam, e também às minhas amigas, andam inchados como pavões e fazem questão de se vangloriarem de vários feitos, em nada extraordinários.

Ora se acham no direito de mandar abaixo, ou de controlar, ou mesmo de confessar que as trairiam num piscar de olhos se assim o quisessem, por isso "elas que sejam muito dóceis e delicadas senão ainda levam com um par de cornos em cima". Conselho meu - não sejam, por este tipo de homens, serão encornadas na mesma.

Meus queridos, tal como nós não somos as únicas para vocês, vocês também não são a última coca cola do deserto. É que nem perto disso. Porque para sermos achincalhadas, há muito homem por aí que pode fazer esse serviço. E se calhar, bem mais jeitosos que vocês. Já chega de controlo.

E às minhas amigas e a mim, só dou um conselho - arranjem maneira de serem felizes sozinhas. Porque homens, há muitos. Um dia, algum há de servir de vossa tampa. E se essa tampa não chegar, mais vale deixar a caixa aberta a todas as possibilidades.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Do ir ou não ir.


Quem me conhece sabe que fico sempre um pouco triste quando alguém da minha geração sai do país e tenta a sua sorte lá fora. Em busca de uma oportunidade melhor e do reconhecimento, um a um, os jovens deste país saem para possivelmente não voltarem.

Fico triste porque o país fica mais pobre. Porque precisamos destes jovens. Porque o país não os respeita como eles merecem. Se todos saírem, que será do nosso país?

Tenho licenciatura e mestrado, tenho experiência. Sinto que ninguém me quer e ninguém me respeita. Na minha área, só se arranja trabalho por cunhas e, quando se arranja, é-se explorado até perdermos a vontade de trabalhar.

Já me ofereceram 600 euros por cerca de 60 horas semanais. Além disto ser um insulto a qualquer pessoa (e de ser super ilegal), só posso concluir que há quem aceite este tipo de trabalho. Onde está o respeito? Onde está o bom senso? E a compaixão?

Será que todos os que foram é que têm razão? Temo que sim. De que vale lutar por um país que não nos quer?

domingo, 19 de outubro de 2014

Trash TV



Em tempos, o Woody Allen mencionou que a vida imita a má televisão. Confirmo, em primeira pessoa, que esta é a mais pura das verdades, tendo em conta que os meus últimos meses parecem saídos de um mau episódio de Sex and the City.

Dizem que vivemos num país de grunhos, que se alimentam de reality shows onde vemos as vidas de outros que conseguem ser ainda piores. Que só quem não tem nada na cabeça é que alimenta este tipo de entretenimento televisivo. A verdade é que eu, licenciada e mestre, tenho retirado um grande conforto do lixo televisivo.

Se a nossa vida imita a má televisão, felizmente isto só acontece em momentos chave da nossa vida. Felizmente, não estamos rodeados de stress a cada segundo, não moramos numa casa com gente que não nos diz nada, e dificilmente levaremos com um detergente na cabeça só porque mandamos uma boca foleira.

Sim, eu vejo trash TV porque me abstrai dos meus problemas, faz-me sentir entretida e menos sozinha, faz-me esquecer o passado, nem que seja por meia hora diária. Todos nós temos os nossos métodos para esquecer. O meu pode ser bem parolo, mas que me faz rir às gargalhadas, faz. E lá no fundo, bem no fundo, ainda aprendemos algumas coisas com eles.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Do pensamento positivo.


Se estás desempregado/a.
Tens tempo para ti.
Se está frio, chuva e tens o nariz a pingar.
A melhor desculpa para te enrolares no sofá a ver trash TV.
Se o teu peixinho amarelo foi desta para melhor.
O teu outro peixinho ganhou mais espaço no aquário.
Se estás solteiro/a, inesperadamente.
Tens mais tempo para dedicar aos teus amigos e família.
Se consideravas uma pessoa tua amiga e já demonstrou que não o é.
Não perdes nada, acredita.
Se te chamam para uma entrevista e não correu bem.
Já conheceste mais um escritório em Lisboa. E a vista, não é linda?
Se achas que o universo, por vezes, conspira contra ti.
Antes da meia-noite ainda te dá uma boa surpresa.
Se tens de voltar a morar em casa dos pais.
Tens comida e roupa lavada.

Se sentes isto tudo e muito mais.
Escreve um blogue.